Dino
de Alcântara
Teatrinho
a Vapor
À Francimary, que me narrou esta história.
FRANCIMARY – Professora de
Letras. Está em Zé Doca para ministrar, num Programa de Formação de Professores,
a disciplina Introdução à Pesquisa. Pretende dar destaque, como é do seu
costume, à pesquisa de autores da Literatura Maranhense.
LINDINALVA – Aluna de Letras.
RAIMUNDINHO – Aluno de Letras.
Cenário: Sala de Aula do Curso de
Letras do Parfor, na cidade de Zé Doca.
A cena passa-se em 2024.
PRÓLOGO: Francimary, após se apresentar, ligar o Datashow
e o Notebook para iniciar as aulas, pega o tablet Samsung
e inicia uma pequena dinâmica.
FRANCIMARY
– Gostaria de perguntar se vocês conhecem
estas pessoas. (Lendo, como se fizesse uma chamada.) Maria Firmina dos Reis,
Trajano Galvão de Carvalho, Aluísio Azevedo, Coelho Neto, Humberto de Campos,
Viriato Corrêa, Josué...
RAIMUNDINHO (Que interrompe a professora.) – Senhora, eles não
são daqui não....
LINDINALVA – É... professora... Não são desta sala.
RAIMUNDINHO
– Acho que são alunos
da Turma de Espanhol. Essa aqui é de Inglês.
(A SG
– Serviços Gerais – que trazia um cafezinho para a professora percebeu os olhos
esbulhados da docente, como se ela tivesse visto uma curacanga na sala.)