segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

SER TREZE

 

Dino de Alcântara

 Teatrinho a Vapor

 Para Darville,

Helena,

Thyago e 

Lindalva.

 

 

Profª. LINDALVA – Docente de uma universidade do maranhense. Trabalha com Literatura Maranhense.

HELENA – Aluna de grande capacidade de leitura.

ANDRÉ FELIPE – Aluno com nível de leitura sofrível.

 

Cenário: Sala de aula do Curso de Letras.

A cena passa-se em 2024.

 

PRÓLOGO – A professora enviou aos alunos, por e-mail, o texto SER TREZE, de Astolfo Marques, conto em que duas personagens, Eleutéria e Raimunda Codó, discutem, numa praça de São Luís, sobre o 13 de MAIO. Agora, na sala de aula, a docente explora com os discentes a narrativa. O que a mestra não sabe é que poucos leram o texto. Muitos só viram o título: "SER TREZE".

 

Profª. LINDALVA – Então, minha gente, o que perceberam de interessante no diálogo entre Eleutéria e Raimunda Codó?

HELENA – Professora, o que significa SER TREZE?

ANDRÉ FELIPE (Tirando os olhos do celular.) – O quê?! Ser treze?!

HELENA – Sim. O que é?

ANDRÉ FELIPE (Com cara de surpresa.) – Porr... tu não sabe o que é isso? 

HELENA – Se tu sabe, diz logo. Não enrola! 

(Barulhos. Muitos riem.)

Profª. LINDALVA – Psssssssiu! Vamos ouvir o André Felipe.

ANDRÉ FELIPE (Com a maior naturalidade.) – Pequena, ser é treze é isto. 

                              (E fez o L.)


 


 

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