Dino de Alcântara
Teatrinho a Vapor
Para Darville,
Helena,
Thyago e
Lindalva.
Profª. LINDALVA – Docente de uma universidade do maranhense. Trabalha com Literatura Maranhense.
HELENA – Aluna de grande capacidade de leitura.
ANDRÉ FELIPE – Aluno com nível de leitura sofrível.
Cenário: Sala de aula do Curso de Letras.
A cena passa-se em 2024.
PRÓLOGO – A professora enviou aos alunos, por e-mail, o texto SER TREZE, de Astolfo Marques, conto em que duas personagens, Eleutéria e Raimunda Codó, discutem, numa praça de São Luís, sobre o 13 de MAIO. Agora, na sala de aula, a docente explora com os discentes a narrativa. O que a mestra não sabe é que poucos leram o texto. Muitos só viram o título: "SER TREZE".
Profª. LINDALVA – Então, minha gente, o que perceberam de interessante no diálogo entre Eleutéria e Raimunda Codó?
HELENA – Professora, o que significa SER TREZE?
ANDRÉ FELIPE (Tirando os olhos do celular.) – O quê?! Ser treze?!
HELENA – Sim. O que é?
ANDRÉ FELIPE (Com cara de surpresa.) – Porr... tu não sabe o que é isso?
HELENA – Se tu sabe, diz logo. Não enrola!
(Barulhos. Muitos riem.)
Profª. LINDALVA – Psssssssiu! Vamos ouvir o André Felipe.
ANDRÉ FELIPE (Com a maior naturalidade.) – Pequena, ser é treze é isto.
(E fez o L.)


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