Dino de Alcântara
Teatrinho a Vapor
LÍDIA – Esposa de Itevaldo. Mulher deslumbrante. Tem, no máximo, 40 anos. Vê-se que apresenta características de uma modelo ou ex-modelo.
ITEVALDO – Senhor idoso, já na casa dos 70 anos, mas com aparência de quase 80. É procurador aposentado.
MANOEL – Rapaz jovem que não pode ver uma mulher bonita que se deixa mergulhar numa fantasia
ANDRÉ – Rapaz jovem. Amigo de Manoel.
Cenário: Praça Pedro II.
A cena passa-se em dezembro de 2025.
Prólogo: Itevaldo e Lídia caminham pela praça, vendo o Natal Luz de São Luís, com os Palácios dos Leões e de La Ravardière, sede da Prefeitura, bem iluminados. Estão de mãos dadas, o que chama a atenção, pela beleza estonteante da figura feminina, em contraste com aquele senhor que deveria estar em casa brincando com os netos, ou com os bisnetos. Manoel e André veem aquela Helena passeando com um Menelau mais velho que Trump.
MANOEL (Olhando aquela Helena e imaginando que pudesse ser ele, não o velho, o seu marido.) – André, o que que esse cara tem que eu não tenho?
LÍDIA (Que deve ter escutado ou imaginado a indagação daquele moço que nem havia passado em concurso ainda.) – Dinheiro!
(Os dois baixam a cabeça e saem de fininho da cena).

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